segunda-feira, agosto 28, 2006

UM TEMA PARA REFLEXÃO.


O fascínio libidinoso de adultos por menores é tão velho quanto a humanidade.
Pinturas que retratam homens mantendo relações sexuais com adolescentes existem desde a Grécia antiga.
Foi entre os gregos que surgiu o termo “efebo” , que designa o jovem do sexo masculino que era iniciado na vida sexual e social por um homem mais velho.
O casamento heterossexual apenas tinha efeitos práticos – O amor era considerado território para os homens maduros e seus moiçólos.
Conta-se que Aixa, uma das mulheres de Maomé, era uma menina de 8 anos quando casou com o profeta do Islamismo, que nessa altura tinha 53 anos.
O rei Davi era um ancião quando dividiu a cama com Abisag, décadas mais jovem que ele.
Na antiga Índia, a casta dos Nayar estimulava experiências sexuais das meninas antes da primeira menstruação.
Em alguns mosteiros budistas no Tibete, até hoje sobrevive uma tradição de novatos dormirem com monges mais experientes. (hum hum)
Os provençais do século XII substituíram o modelo do efebo helênico, popular durante a antiguidade, pela figura da musa adolescente e quase andrógina. Durante a idade média e o renascimento, o ideal de beleza feminina era praticamente infantil: longos cabelos louros, maçãs do rosto saliente, atitude displicente.
Grande parte das mulheres casavam durante a puberdade.
Com o tempo, a adoração adulta pela infância foi ganhando mais espaço no imaginário ocidental.
Tim Tate, autor de Child Pornography: Na investigation (“Pornografia Infantil: Uma Investigação”), acredita que se deve a invenção da fotografia , no século XIX, o incremento do gosto pela nudez das crianças. Eternizados em sua inocência, menores podiam ser contemplados a qualquer momento.
Não por acaso um dos pedófilos mais famosos da história, o escritor inglês Lewis Carroll, autor de Alice no país das Maravilhas (1865), costumava fotografar menininhas em parques, inclusive uma garota de 4 anos chamada Alicia Lidell, que, mais tarde inspirou a personagem do seu livro.
Mesmerizado pela beleza provocativa de Alicia, o escritor a cortejava de forma quase acintosa – a ponto da mãe da menina forçar o afastamento dos dois.
Reeditando a figura clássica de efebo, o escritor alemão ThomasMann (1875-1955) descreveu, na obra Morte em Veneza, os sentimentos conflitantes de um intelectual alemão diante da pureza arrebatadora de um jovem polonês.
Apesar de nunca consumar sua paixão, o amor platônico lhe é uma tortura.
Na década de 30, ainda adolescente, a escritora francesa Marguerite Duras, manteve um tórrido relacionamento com um abastado comerciante chinês de Saigon, no Vietnã (na época Indochina). A experiência foi rememorada no romance O Amante (1984), em que revela a volúpia despertada nos homens mais velhos quando pisava, distraída, o chão das ruas.
Mas foi somente em 1955 que o amor de um homem maduro por meninas (e o fulminante poder de atração dessas) ganhou expressão artística. O romance Lolita, do russo Vladimir Nabokov, escandalizou o mundo ao contar a história do padrasto europeu da adolescente americana Dolores Haze, cujo apelido (Lolita) logo serviu para designar aquelas meninas que hipnotizam homens mais velhos, tratando-os com estudada displicência.
Nesse mesmo romance, Nabokov cunhou a palavra “ninfeta” para garotas cuja idade vai de 9 a 14 anos e que enfeitiçam os homens com sua natureza “ninfíca” (demoníaca). O vocabulário sensual do século XX havia ganhado, numa só tacada, duas palavras essenciais para explicar o nosso imaginário.
Na vida real, o mundo dos espetáculos também arranja confusão em função do envolvimento de adultos com menores. Em 1977, o cineasta Roman Polanski teve de picar a mula dos Estados Unidos depois de admitir ter feito sexo com uma garota de 13 anos. Na década de 90, o cantor Michael Jackson foi acusado de abusar de um menino de 12 anos. Duas vítimas na história do desejo proibido.
Como podemos ver amigos, a questão é paradoxal, é tão velha quanto atual. O ser humano vem mantendo velhos defeitos de fabricação. Como diz Eclesiastes, filho de Davi: - “O que foi é o que será; o que acontece é o que há de acontecer. Não há nada de novo debaixo do sol”.

3 comentários:

marisanblog disse...

É verdade.

A história sempre se repete.

Abrçs

Mari

JENNY disse...

ES cierto que todo lo que está sucediendo hoy, es cosa del pasado. Pero a pesar de todo sigo sin entender las torturas y las vejaciones a los niños... y atodos los seres indefensos como los animales y los ancianitos... El mundo se está poniendo al revés!

Xico Rocha disse...

Jenny pensamos igual, no entiendo los caminos que sigue el mundo.
Xico Rocha