sexta-feira, dezembro 18, 2009

RIN-TIN-TIN



Ah velhas tardes dos seriados na TV! Rin-tin-tin era a grande coqueluche. Tudo era novo, a própria televisão era coisa recente. Estamos correndo demais.

VELHOS TEMPOS








Quando menino, era eu o encarregado de ir na "taberna", e a moeda da época era exatamente o cruzeiro do poster.
Velhos tempos, boas lembranças

segunda-feira, novembro 30, 2009

SONHO DE CONSUMO INFANTIL



Como todo mundo, eu também fui atacado pela tentação que o consumismo impunha a todos nós, e quando ainda menino tinha sonho de possuir um SIMCA CHAMBORD, que no meu entendimento foi o carro mais bonito construído no Brasil. Para demonstrar que sonhos não se apagam continuo com o desejo de comprara um SIMCA.

MEMÓRIAS




Mesmo já tendo se passado muito tempo, guardo ainda lembranças de muitas coisas da minha infância. Dentre elas, uma marcou muito meu inicio na vida estudantil, até porque naquele instante as coisas não eram produzidas com a mesma velocidade e diversidade de hoje, então um caderno que não era feito à mão, com folhas de papel almaço, cortado ao meio e costurado, era coisa rara, e quando a situação dava uma refrescada lá estava eu de caderno AVANTE. Boas lembranças

sábado, novembro 28, 2009

GHOST



Carrego nas minhas entranhas, um pouco da generosidade herdada dnáticamente genética da minha mãe, digo isso porque ela foi uma das pessoas mais generosas que conheci, seu coração era de uma grandeza nazarenica.
É que de vez em quando me vejo na figura dela, e há poucos dias atrás tive uma atitude digna dela.
Recentemente adquiri um hábito de caminhar com meus fiéis escudeiros, Lobisomem (lubi) e Pixito, e sempre que chego dos compromissos diários vou passear com os mesmo, isso ocorre por volta das 23:00h. No último dia 13, coincidentemente um sexta-feira na minha andança, a noite estava bastante agradável e a lua se mostrava com um deslumbre daqueles que só os jovens (amantes) percebem, e eu lá, caminhando com a minha filha e meus malucos caninos. O meu percurso é de cerca de 5 km, e no meio dele existe um Campo Santo, o da Marambaia, passo sempre pela frente e a única coisa que chama a atenção é a presença de uns cachorros que vivem lá e que ao enxergar os meus, se eriçam mutuamente mas, é coisa passageira. Ocorre que no dia anterior eu tinha passado e percebido a presença de uns filhotes de gatos (abandonados), e miando, mas me limitei a olhar e só.
Só que nesse dia pude perceber que o miado era no tom de lamento famélico, então parei a observa-los e senti que os mesmo demonstravam muita fome e sede, e observei que já existia um morto, não exitei, fui até minha casa e peguei uma boa dose de ração e uma vasilha com água, e retornei para lá, como eles estavam bem num cantinho, entre uma catacumba e o muro, pulei o muro e me pus a prestar socorro àqueles pequenos seres, o vigia percebendo chegou até onde eu estava, mas logo se apercebeu dos fatos, e até me ajudou a prestar socorro aos pequenos animais.
Ok, tudo normal até o instante que eu falei pra ele pegar o pequeno gatinho preto que estava morto para levá-lo até outro lugar, neste instante o pequeno moribundo, extraindo forças de sua sétima e última vida, deu um miado desesperado de socorro, imediatamente corri até em casa e providencie um leite morno pois o mesmo não tinha forças para nada, nem mesmo para comer, em lá chegando percebi que o mesmo não poderia ficar lá ao abandono da própria sorte, e minha filha também se sensibilizou com a situação do mesmo, e então recambiamos o pequeno animalzinho para casa para melhor tratamento.
Nos primeiros dias tive dúvidas de que ele pudesse escapar, pois o mesmo não se sustentava de nenhuma forma que não deitado e, na posição fetal, pensei que o mesmo tivesse sofrido alguma lesão do tipo fratura, mas logo percebi que não, se tratava mesmo de desnutrição, então segui o alimentando só com leite, do terceiro dia em diante ele começou a ficar de pé, mas logo caia para frente pois o mesmo não agüentava seu peso. Nossa luta em busca de recuperação seguiu e o mesmo escapou ileso, e hoje ele já está “pururuca”, ganhou o nome de “Ghost”, e o mais importante está disponível a adoção, mas quero ter a certeza de que ele será bem tratado pois já me me afeiçoei ao mesmo, o mesmo acontecendo com a minha filha.
A atitude é a herança que falei no inicio.


terça-feira, agosto 18, 2009

RASPA-RASPA





Sempre que estou com amigos, costumo dizer que no mês de julho é impossível quedar-se em Belém, o clima que se estabelece na cidade é de evasão, todo mundo procura uma poça de água para se socar. É claro que as elites se estabelecem em Salinas e em outros balneários menos badaladas, mas, não menos sem badalação, é uma festa. Fato é que Belém nesta época do ano, me faz lembrar a São Petersburgo descrita por Dostoiéviski em Noites branca.
Digo isso porque também sou levado por este sentimento, e claro, também dou minha escapada rumo ao deleite, até porque sou um hedonista convicto.
Então, num dos finais de semana de julho, mais precisamente no meado do mês, lá se foi eu mais minha filha Ludmila ao encontro do amigo Duda Bueres lá pelas bandas de Marudá, onde já se encontrava meu concunhado Dinaldo e meu cunhado-amigo irmão Aderbal (Gato Magro). Cheguei lá pelo final da tarde e além do papo, fomos assistir um animado carimbó.
No domingo, lá fomos nós no rumo da praia do Crispim desfrutar o sol e seus acessórios, menos a manguaça, a idade começa a limitar certas atitudes.
Bom, o que na verdade me levou a escrever esta postagem, foi um fato curioso. Em lá chegando, como quase todos nós estávamos em abstinência em relação ao álcool, limitamos-nos a tomar bebidas mais saudáveis (água de coco, água mineral e etc...) lá pelas tantas eis que surge um vendedor de raspa-raspa (sou fã da bebida), logo chamei o carrinho até nós já fiquei meio decepcionado, o carrinho já não tem o formato de navio, e o gelo já não é mais raspado, mas, quebrado a pau. Segundo informação do vendedor, está difícil encontrar o raspador de gelo. Este episódio me fez lembrar o ocorrido com o Baby Junior, nosso trapezista tupiniquim, cuja epopéia eu narrei numa postagem há algum tempo, cujo raspa-raspa do episódio até hoje procura o seu raspador de gelo.
Na verdade o mundo gira e já não se faz mais raspa-raspa como antigamente.

IMPERDÍVEL







A informação carece de maior precisão, mas, caso ocorra será uma dessas maravilhas da natureza.


O planetário Internacional de Vancouver, da British Columbia - Canadá, calculou a precisão em que Marte estará orbitando perto da terra. Será no dia 27 de agosto de 2009.
Todavia, o mais interessante de tudo é que isto estava previsto em um código Maya, encontrado na piramide ao lado do Observatório Estrelar em Palenque, Chiapas -México.
Com este cálculo matemático Maya, agora os Mayas estão sendo vistos como os gregos da América, e orgulho da Guatemala.
Pelo menos, quatro ou cinco gerações da humanidade não voltará a ver este fenômeno natural, e poucas pessoas sabem até o momento, embora tenha sido noticiado em 11 de maio de 2009.
A Magia das Duas Luas no Céu.
No dia 27 de Agosto, à meia noite comece a observar no céu esta aparição maravilhosa, o planeta Marte será a estrela mais brilhante do céu, e será tão grande quanto a Lua Cheia, e estará a 55,75 milhões de km da terra.
Não perca!!
Será como se a terra tivesse duas luas, e este acontecimento só se produzirá no ano de 2287.

sábado, agosto 15, 2009

EUCLIDES DA CUNHA




Uma data que não deveria ser lembrada, pela forma trágica de como a vida deste grande brasileiro foi ceifada.
Mas a história segue seu caminho e a homenagem é feita pela importante contribuição de Euclides da Cunha para a literatura e para o jornalismo brasileiro.

domingo, agosto 02, 2009

ALGODOAL TERRITÓRIO LIVRE








Algodoal Território Livre, este é o mais apropriado modo em palavras de definir a Ilha de Maiandeua.

Maiandeua tem origem no tupy e significa "Mãe da Terra". A ilha é chamada de Algodoal em virtude da abundância de uma planta nativa conhecida como algodão de seda, ainda presente na região, cujas sementes, com filetes brancos, são dispersas pela planta e, ao flutuarem ao vento, lembram o algodão. Quem primeiro a apelidou desta forma foram os pescadores que lá chegaram na década de 20.

Mas definições à parte vamos ao que interessa, Algodoal é um espaço que acomoda todos as faixas etárias, mas, predomina a jovem, é essa tribo que mais abunda na ilha, e como conseqüência a energia que se faz sentir é positivíssima, muita gente bonita e alegre. Lembro-me da primeira vez que fui com a família, minha filha então com 08 (oito anos) ao caminhar pelas ruas lotadas de gente, me fez a seguinte observação, -”Pai, aqui só tem jovem”, era o réveillon de 2004, e realmente por todos os lados a juventude imperava.

Enfim a ilha é cheia de atrativos, e a tranqüilidade que por lá reina permite que o visitante sinta na pele a sensação de liberdade, e não se permite na ilha a circulação de veículos automotores, somente os de tração animal é visto circulando por lá, o que de certo modo dá segurança no caminhar.

E como é férias, todo pessoal se manda para lá, mas, carece que o visitante (novato), se intere de alguns cuidados que devem ser observados durante sua estadia, um deles é o cuidado com a rasteira da Matinta – Perera, digo isso porque numa recente visita de um amigo meu pelas bandas de lá, ele ficou intrigado com tanto “nego” caído pelo chão, enquanto caminhava-mos em busca de um café com tapioquinhas, e lhe disse que eles tinham “tomados” rasteira da M-P, e só no retorno dele, já com o dia amanhecendo é que ele foi entender, é que já perto de casa ele levou uma dessas rasteiras enquanto tentava se apoiar chamando o Rauuuuuuul.

Algodoal é isso, alegria, festa, amizade, calor humano e calor climático, muito amor, e claro muitas geladas.

Quem não conhece algodoal se adiante, pois o progresso caminha à passos lentos naquela direção, mas ainda se curte o bucolismo na ilha.



segunda-feira, junho 15, 2009

GUEVARA

Minha homenagem ao grande Comandante que ontem faria 81 anos.

sábado, abril 25, 2009

REVOLUÇÃO DOS CRAVOS





Qualquer que seja a espécie de REVOLUÇÃO, elas sempre carregam consigo, e isso se constata ao longo da história, um rastilho de transformações impossível de se deter. Como todas as outras, a REVOLUÇÃO dos nossos irmãos do além-mar, tem proporcionado transformações que o povo portugues tem conseguido aferir, sendo que a consolidação da Democracia é a que mais salta aos olhos, desde seus primeiros momentos.
Ao completar 35 anos, lanços meus ardentes desejos de vigorosos anos para a mesma.

sexta-feira, abril 24, 2009

STF



Este poster é uma declaração de respeito, admiração e apoio a esse grande ministro.
Ele realmente expressou o sentimento brasileiro em relação ao Supremo.

domingo, abril 19, 2009

MEMÓRIAS

Sexta-feira tomei "umas" com meus amigos Cléo, Nilton e Duda Bueres. O companheiro Nilton devidamente escudado pelo seu filho muleke Dedel, nos proporcionou uma viagem pelas nossas memórias.
É que naquela de comentar futebol com o muleke Dedel, descambamos pelas nossas velhas lembranças de infancia, e num passe de magica, vimos nosso passado girando, e aos poucos fomos lembrando as voltas que a vida dá e que não podem voltar, e não adianta arrependimentos nem remorsos, o que girou girou, o passado já passou.
Ficamos então recordando os nossos jogos de peteca, pião e também velhas brincadeiras que nos impulsionava na direção dos encantos do sentimentos. Quem por exemplo no nosso tempo não se valeu da velha brincadeira do "cai no poço" para poder se aproximar, ainda que muito nervoso, suando por todos os poros do corpo, do "brotinho" por quem nossos corações latia de maneira desenfreada? e rememoramos o já quase desaparecido "pião" e suas regras do famoso "come", mas não menos emocionante foi lembrar das regras do jogo de peteca, coisa como o "bate fica escapole deixa, "fona", e o não menos autotutelado "limpa no queixo".
Foram momentos muito agradáveis e que serviram para nos transportar no tempo das lembranças.





A MÚSICA PARAENSE

Sou um fã incondicional das coisas do Pará, dentre uma delas, sou encantado pela música paraense, e Simone Almeida é uma amostra do que digo.



terça-feira, janeiro 06, 2009

SOMBRERO AZUL



Este video é de uma canção feita por Ali Primera, para homenagear a luta salvadorenha por sua libertação.Nele vemos o cantor venezuelano participando de um concerto pela paz na Nicaragua. Conheci Ali quando morava em uma república estudantil, onde somente eu era brasileiro, todos os meus companheiros eram centroamericanos, e uma boa parte deles comprometidos e até com certo envolvimento na causa socialista e sofrendo em carne própria as dores da luta revolucionária.Minha justa homenagem ao FSM.
O mundo continua o mesmo, os valores também continuam os mesmos até porque eles são imutáveis, o que na verdade tem mudado é a forma de pensar de muita gente. É que a força do capital coopta mentes e corações FRACOS.
A LUTA CONTINUA. VIVA FIDEL, VIVA CHE, VIVA TODAS AS REVOLUÇÕES SOCIALISTAS.

quinta-feira, janeiro 01, 2009

FELIZ 2009




Amigos da blogsfera, desejo para todos nós um ano novo com um alvorecer belíssimo, como o da foto.
Que possamos viver um ano intenso de realizações positivas, que a construção de uma sociedade justa e fraterna seja o objetivo comum, e que o Homem possa amenizar o seu lado animal e que sejamos privados de imagens como as que foram produzidas no encerrar de 2008, lá pelas bandas do oriente.
FELIZ ANO NOVO. MUITA PAZ

segunda-feira, novembro 24, 2008

CHICANA, ABUSO DE DIREITO

Este artigo é de autoria do companheiro Nilton Atayde, e retrata sua revolta com o sistema.


CHICANA, ABUSO DE DIREITO E A ISONOMIA DOS DELEGADOS DE POLÍCIA.

* Nilton Atayde


Chicana”, nas palavras do eminente jurista De Plácido e Silva, “é expressão vulgarizada na linguagem forense para indicar os meios de que se utiliza o advogado para protelar ou criar embaraços ao andamento do processo ajuizado. Caracteriza-se a chicana, que se revela em abuso de direito, nos ardis postos em prática pela advogado de uma das partes litigantes, seja pela apresentação ou provocação de incidentes inúteis, seja pelo engenho com que arquiteta outros meios protelatórios ou embaraçosos ao andamento da ação, criando figuras jurídicas que não encontram amparo em lei ou na jurisprudência, ou tramando toda espécie de obstáculos para o pronunciamento célere da justiça. Qualquer embaraço ao andamento do processo, seja por que meio for, mostra-se chicana, que ela se integra, segundo a técnica de nossa lei processual, em qualquer manejo protelatório da ação, ou da resistência injustificada do seu regular andamento”.

A chicana, portanto, são os meios escusos, mesquinhos, sem sentido, sem ética e sem escrúpulos de que se serve uma das partes numa relação processual com o único intuito de protelar, embaraçar ou tumultuar o seu regular andamento, dificultando, assim, o efetivo e imediato cumprimento das decisões judiciais.

No Pará, hoje, vivenciamos uma espécie exemplar de chicana, patrocinada, por incrível que pareça, pelo próprio estado, através de sua procuradoria geral.

É sabido pela sociedade paraense, mercê da ampla divulgação pela imprensa local, do reconhecimento judicial da isonomia salarial entre os delegados de polícia e os procuradores do estado.

O tratamento isonômico reclamado pelos delegados de polícia se ampara em previsão constitucional, cujo reconhecimento judicial tem sido reiterado pelo Tribunal de Justiça do Estado.

Em 1994, por força do v.acórdão no. 25.729-TJE, a isonomia foi efetivada e paga aos delegados, porém, a partir de novembro de 1995, a decisão judicial foi absolutamente ignorada.

Em 1997 a decisão judicial formou coisa julgada, sacramentando definitivamente o direito a isonomia de vencimentos, inclusive com o beneplácito indireto da própria procuradoria do estado, uma vez que “os recursos excepcionais do estado sequer chegaram a ser processado”, como consta da decisão judicial proferida pelo eminente desembargador Ricardo Ferreira Nunes, a seguir mencionada.

Por conta de tal situação, em 2006 a associação dos Delegados de Polícia do Pará-ADEPOL, ajuizou Ação de Reclamação perante o TJE-Pa para fins de cumprimento da decisão judicial desobedecida. Assim, no dia 05.12.2007, o douto desembargador Ricardo Ferreira Nunes, relator da ação, através do acórdão no. 69380, não só reconheceu o direito a isonomia salarial, como enfatizou que o seu não pagamento fere dispositivo constitucional, julgando procedente a Reclamação e determinando o cumprimento integral do que fora decidido no Acórdão no. 25.729, acima referido, no que fora acompanhado por todos os demais desembargadores daquele Egrégio Tribunal.

A partir daí, tome-lhe chicana! Pedido de desconsideração da decisão do Tribunal, agravo regimental, pretensão de recurso especial e recurso extraordinário, questionamentos de notas taquigráficas, embargos de declaração, etc, etc, todos indeferidos pelo TJE por absoluta falta de amparo legal.

A chicana, na verdade, nada mais é do que a pretensão de burlar a efetiva aplicação da lei, incorrendo em desobediência a ordem judicial.

Sabemos que ainda vem chicana por aí, mas a justiça do Pará não sucumbirá, haja vista que ela mesma reconheceu reiteradas vezes o direito que, inconseqüentemente, vem sendo contestado pela Procuradoria Geral de Estado.

A isonomia é ponto pacífico, é coisa julgada, inobstante os falaciosos e casuísticos argumentos que a contrapõe.

Decisão judicial cumpre-se! Ainda que contra a vontade, deve ser cumprida. É mandamento constitucional, é premissa fundamental no estado democrático de direito que constitui a base sobre a qual se finca o modelo republicano brasileiro.

Mas a chicana não é só a embromação processual, é também má-fé e se constitui, por conta disso, em abuso de direito que, por sua vez, origina o ato ilícito.

As modernas legislações do mundo, inclusive a nossa, têm como parâmetro essencial, fundamental, a boa-fé. O princípio da eticidade preconiza que todos os negócios jurídicos terão que ser interpretados conforme a boa-fé.

O Código Civil Brasileiro, no seu art. 187, prevê que comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes. É como se fosse o excesso na legítima defesa, no âmbito do direito criminal.

Assim, quando o direito é exercido arbitrariamente, excedendo o seu próprio limite, ou quando a boa-fé é postergada, dando origem ao ato ilícito, vislumbra-se o abuso de direito, que, conforme o art. 927 do CCB, gera a obrigação de indenizar (“aquele que, por ato ilícito, causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo”).

A chicana, dessa forma, na medida em que é praticada, causa o dever de indenizar.

Se quem está dando causa a chicana tivesse que arcar futuramente com ônus indenizatório do próprio bolso, com certeza não se lançaria a temerária aventura.

Tão repugnante é a má-fé processual que, além do abuso de direito, a doutrina e a jurisprudência mais modernas têm entendido como assédio processual a prática repetida de medidas destituídas de fundamentos com o objetivo apenas de retardar a marcha processual ou a efetiva aplicação da lei, causando prejuízo moral á parte que não consegue ter adimplido o seu direito constitucional de receber a tutela jurisdicional de forma célere e precisa, incidindo em violação a norma constitucional prevista no art. 5º, inc. LXXVIII, e que impõe ao poder judiciário a garantia da celeridade e a repulsa a qualquer tipo de conduta que postergue ou atrapalhe a efetividade processual.

Assim, além do que já é devido aos delegados do Pará, o Estado corre o risco de aumentar esse débito em ação judicial a que venha ser eventualmente condenado pela prática da chicana, mediante o abuso de direito e o assédio processual.

Os delegados vão à luta pelo resgate da dignidade da categoria, pelo cumprimento da decisão judicial e pelo repúdio aos abusos.

À propósito, é de Marcel Planiol a lapidar frase: “O direito cessa onde começa o abuso”.

* O autor é Delegado de Polícia Civil

Secretário Geral do SINDELP-PA


quinta-feira, novembro 20, 2008

quarta-feira, outubro 08, 2008

ETERNO CHE

O INÍCIO NÃO COMEÇA NO PARTO, ASSIM COMO O FIM NÃO ESTÁ NA MORTE.
CHE ÉS ETERNO.

terça-feira, agosto 26, 2008

MANO DUDA E SEU NIVER.

Mano Duda fica mais experiente hoje, aproveito a data para felicitá-lo e desejá-lo muito SUCESSO E muita PAZ. Como selo de amizade ai vai uns escritos de Mauricio Ponsancini, que dedico ao Duda.

AO AMIGO:

Serás meu amigo quando sorrires comigo.
Para que eu seja teu amigo, deverei chorar contigo tuas lágrimas.
Provarás tua amizade , vindo ao meu encontro.
Eu provarei ser teu amigo não deixando haver o desencontro.

Agradecerei tuas palavras quando estas aplaudirem os meus acertos. Tu bendirás as minhas palavras quando eu te censurar os erros e faltas, te apontando o caminho reto

Serás meu amigo quando me auxiliares a crescer e a subir;
somente serei teu amigo quando tiver a coragem de cair contigo e, serei um amigo quando descer ao fundo do poço para te amparar na queda.

Ficar-te-ei grato pelas lições em que me ensinarás o justo e o correto, eu serei sempre teu amigo e sempre perdoarei seus deslizes.

Serás meu amigo na escuridão e quando acenderes a luz, mais ainda. Estarei velando sempre os teus sonhos para que sonhes sempre colorido.

Agradecerei teu "sim" amigo, a que corresponderei e retribuirei com a coragem de dizer-te "não", quando essa for a palavra verdadeiramente amiga.

Tua amizade se mostrará quando me mostrares o paraíso; a tua amizade me impulsionará para frente; a minha amizade te dará ânimo para ir ao encontro da esperança e da paz.

Provarás tua amizade sendo a lança e o escudo para que eu consiga minhas vitórias e provarei a minha, não descartando de ti em tuas derrotas.

Quando ofereceres aquilo que preciso, serás dedicado e generoso amigo e eu só o poderei ser se, a teu favor , renunciar aquilo de que preciso e de que não posso privar.

Assegurar-me-ás que, és realmente amigo quando me tratares como teu irmão e te assegurarei de minha amizade, quando tratar meus irmãos assim como trato a ti.

Para seres meu amigo, perpetuarás nossa amizade e serás sempre amigo deste teu amigo.